Dicas para negociar com escolas particulares que devem subir
por Adão Marcio em September, 2007 // Arquivado em → Direito do consumidor

Os pais que têm filhos no ensino infantil e fundamental de escolas particulares precisam ficar atentos, pois os estabelecimentos estão alegando que por mudanças tributárias passaram a pagar mais impostos e pretendem repassá-los nas mensalidades do próximo ano letivo. Ou seja, pretendem reajustar acima da inflação do período.
Neste ano, boa parte das escolas particulares do ensino infantil e fundamental aderiu ao Supersimples, novo regime que integra impostos municipais, estaduais e federais e alegam que isso elevou a tributação. As escolas de ensino médio, não foram incluídas pela União no Supersimples.
A Pro Teste orienta os pais a negociarem com as escolas, pois entende que as questões tributárias fazem parte do risco do negócio e não pode haver repasse ao consumidor. Os pais devem pedir a planilha que justifica o aumento das mensalidades antes de renovar a matrícula ou assinar o contrato.
Caso não concordem com os valores cobrados, devem tentar uma composição amigável. É recomendável que os pais se organizem para tentar uma negociação em grupo, por meio de associações de pais, para fortalecer a negociação. Pela lei, os colégios devem seguir a inflação e, se passarem dela, justificar o reajuste maior.
Também é preciso comparar os valores que a escola pretende cobrar com o reajuste de escolas semelhantes. Em caso de dúvida, os pais podem procurar as entidades de defesa do consumidor, como a Pro Teste, que atende aos associados.
Os Juizados Especiais Cíveis também podem ser úteis. É possível fazer depósitos em Juízo (em bancos oficiais, como CEF/Banco do Brasil), para garantir a matrícula enquanto não houver decisão do Juiz sobre a eventual abusividade do reajuste praticado.
Ao fazer a matrícula na rede particular os pais precisam analisar o peso dos gastos no orçamento familiar, antes de assumir um custo que não consigam pagar. É preciso lembrar que além das mensalidades há outros gastos como material didático, uniforme, deslocamento com transporte, taxas para passeios, alimentação, entre outras. O ideal é que o gasto total não ultrapasse 10% da renda mensal por criança.
Como é feito o reajuste
A Lei 9870/99 (Lei das Mensalidades Escolares), alterada pela MP 2173-24/2001, prevê o seguinte para o cálculo dos reajustes das mensalidades:
1 – multiplicar o valor da última mensalidade cobrada no período anterior (ano ou semestre) pelo número de parcelas do mesmo período;
2 – a instituição pode acrescentar ao resultado obtido nessa operação, os valores correspondentes a gastos previstos para aprimorar o seu projeto didático-pedagógico ou para cobrir custos com reformas e aumentos salariais previstos em lei;
Neste caso, o consumidor tem o direito de consultar todas as planilhas das despesas utilizadas pela instituição de ensino para justificar o acréscimo no valor. A lei, em nenhum momento, autoriza que a instituição de ensino repasse encargos tributários no momento do reajuste. Esse tipo de custo é da empresa, fazendo parte do risco do negócio, na área da educação particular. Não cabe ao consumidor pagar os tributos que são suportados pelas empresas.
3 – por fim, basta dividir o valor total por 12 (ou por seis nos cursos organizados por semestre) para se chegar ao valor da parcela mensal a ser paga.
Fonte: Pro Teste













4 people have left comments
Posted on 11/01/2009 at 12:11 pm
Lucas Goncalves wrote :
Prezado senhor
Li com atencao suas recomendacoes sobre como negociar com a escola particular do seu filho para 2009.Em nenhum momento,
percebi que V.S. conheca realmente o problema por que passam as escolar privadas no Brasil.
Mostra-se, isto sim, um discurso antigo e ultrapassado que nem de longe tange os verdadeiros problemas entre familia e a instituicao de ensino.
V.S.sabe que existe no Brasil diferentes escolas particulares, sendo aquelas “Pilantropicas” que sao imunes de todo tipo de imopostos?
V.s.Sabe que no Brasil aEscola que tiver meia duzia de alunos no ensino medio nao pode optar pelo sistema simples, enquanto um Motel (categoria turismo) pode?
V.S. sabe que o tao decantado sistema (Sesc,Sebrae,Senai..)abandonou totalmete sua finalidade econcorrem com as inciativas privadas de ensino, sem pagar imposto e, por Lei, obrigando todos os seus concorrentes do mesmo ramo a bancar-lhes com impostos retidos e folha – e o governo se faz de cego,mudo a nosotros?
Tenho muito a reclamar e gostaria de travar publicamente um, debate construrivo, coerente e honesto sobre este tema.
Modesta parte, tenho um conhecimento profundo sobre este assunto pois milito ha mais de 37 anos na educacao particular.
Posted on 24/03/2009 at 12:00 pm
Anônimo wrote :
Sinceramente, alguém que trabalha há 37 anos e comete tantos erros grosseiros de gramática ou está mentindo ou tem capacidade limitada de aprendizado.
Sua credibilidade vai por água abaixo com isso.
Posted on 01/04/2009 at 7:12 pm
Osvaldo Barros wrote :
Anônimos realmente têm coragem! Desconfio de quem se esconde!. O fato do sr. Gonçalves ter cometido erros de grafia não invalida sua denúncia. Tudo o que disse é a mais pura verdade, principalmente no que tange ao sistema SESC, SESI, SEBRAE… é um sistema sustentado pela contribuição obrigatória de todas as empresas brasileiras, sobre suas folhas de pagamento. Esse dinheiro (imagine média de 5% de TODAS AS FOLHAS DE PAGAMENTO DO BRASIL) sustenta uma corja de vagabundos (assim como o IMPOSTO SINDICAL) que deveriam estar propiciando, em troca, ensino gratuito profissionalizante e benefícios aos trabalhadores. São os feudos pré-históricos que vigem neste país atrasado, do cartório de esquina (R$ 5,00 por carimbada)ao sindicato de mafiosos que fingem proteger trabalhadores… dinheiro tambem que vai para os movimentos “vermelhos” que invadem terras brasis afora… que sutenta os desvarios, as obras superfaturadas, os salários e outros rendimentos dos nossos representantes públicos, dos juizes e por ai afora… Portanto, sr.Anônimo, acorde, se realmente o sr. existe!
Posted on 02/04/2009 at 1:11 am
Adao Marcio wrote :
Complicado mesmo a questão SESC, SEBRAE e afins. Esses dias tive que ir ao Sebrae, tenho uma ex-empresa, para conversar com um consultor de merda, pois o cara não tinha nada de conhecimento sobre o assunto e o pior, tive que pagar antes, logo paguei por nada.
Esse tipo de empresa somente atrapalha o Brasil, eh do governo, cobra duas vezes pelo serviço e concorre de forma desleal com a iniciativa privada, além de prestar um serviço ruim.